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Pedágios na RMBH pautam discursos no Plenário

Proposta de Emenda à Constituição foi protocolada na Casa para impedir a implantação das praças de cobrança.

20/02/2025 - 15:55
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A proposta do Governo de Minas de implantar praças de pedágio na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) foi criticada por parlamentares na Reunião Ordinária de Plenário desta quinta-feira (20/2/25), na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). A deputada Bella Gonçalves (Psol) anunciou o protocolo de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para impedir a cobrança.

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A parlamentar argumenta que o pedágio fragmenta a mobilidade, contrariando um dos princípios das regiões metropolitanas, que é justamente o de circulação fluida para trabalho e estudos, por exemplo. “A medida é tão impopular que o PL e o Psol estão juntos contra ela. O que precisamos é avançar no transporte metropolitano, com integração entre ônibus e metrô”, contrapôs.

Bella Gonçalves ainda respondeu ao governador Romeu Zema, que teria chamado a PEC de uma “fossilização da legislação”. “Fossilizado é o ouvido do governador, que não escuta o povo, a ALMG e nem sua base, que está constrangida”, criticou.

A deputada também abordou o indiciamento do ex-secretário de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias do governo Zema, Fernando Marcato, por suspeitas de corrupção na concessão de rodovias no Triângulo Mineiro. Segundo ela, há uma resistência do executivo em propor uma agência para regulamentar essas concessões.

O deputado Leleco Pimentel (PT) também mencionou o indiciamento de Marcato e outros réus envolvidos na concessão. “Nós alertamos aqui que era para construção de caixa dois para financiamento de campanha. As únicas obras realizadas nas estradas concedidas são as praças de cobrança”, afirmou.

Chapada do Lagoão

Já a deputada Beatriz Cerqueira (PT) fez um apelo ao prefeito de Araçuaí (Jequitinhonha/Mucuri), Tadeu Barbosa Oliveira, contra a proposta de redução da Área de Preservação Ambiental (APA) Chapada do Lagoão. A medida está prevista em projeto do executivo municipal enviado à câmara.

“A Chapada do Lagoão é a caixa d’água de Araçuaí, tem nascentes, tem comunidades tradicionais e é um corredor no semiárido, entre o Cerrado e a Caatinga”, pontuou a deputada. Segundo ela, o Ministério Público de Minas já recomendou a não aprovação do projeto, por irregularidades. Na visão da parlamentar, a iniciativa atende apenas interesses de mineradoras.

Reunião Ordinária - tarde - oradora

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