DEPUTADA CHIARA BIONDINI (PP)
Discurso
Legislatura 20ª legislatura, 3ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 20/03/2025
Página 72, Coluna 1
Aparteante EDUARDO AZEVEDO, BRUNO ENGLER
Indexação
13ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA 3ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 20ª LEGISLATURA, EM 18/3/2025
Palavras da deputada Chiara Biondini
A deputada Chiara Biondini – Boa tarde, presidente; boa tarde, colegas deputados. Não era a minha pauta, mas faço questão de responder ao deputado que me antecedeu. Há muitos anos não vejo algum evento do presidente em exercício com muitas pessoas, pois é sempre “flopado”, é sempre com ninguém, e os que vão são sempre condicionados, são sempre pagos para estarem ali.
Estão falando de mentiras. Quero perguntar ao deputado se a regra vai valer para todo mundo, porque o presidente da República fala que ele é contra o aborto, mas, por várias e várias vezes, os seus ministros quiseram aprovar o aborto. O Presidente da República falou, por várias vezes, que a população teria picanha e cervejinha, mas ela sequer consegue comprar um ovo, porque tudo subiu, o preço de tudo está caro. O presidente da República fala que respeita mulheres, mas acabou de dizer que colocou uma no cargo porque ela é linda. E assim sucessivamente: ele mente, mente, mente, mente e engana a população. Mas a população acordou. Não há lugar por onde eu passe em que as pessoas não falem que estão extremamente decepcionadas com todas as atitudes do governo Lula, seja de respeito, seja na área da economia, seja na área da inflação. Em todas as áreas do seu governo, o Luiz Inácio Lula da Silva está fracassado, está derrotado e sabe que será derrotado na próxima eleição.
Então quero só responder ao senhor, porque está falando mentira. Não há um partido, não há um presidente que minta mais que o do Partido dos Trabalhadores, que o presidente Lula. Então, enfim, só respondendo, informo que estive na manifestação do presidente Bolsonaro. Foi uma manifestação linda, uma manifestação pacífica, uma manifestação por liberdade.
Eu até vou lincar essa minha fala à fala em que vou entrar agora, porque a gente estava pedindo uma anistia, uma anistia pelas pessoas que estavam ali, com o terço na mão, mulheres e mães de família, já que vocês defendem e falam aqui sobre mulheres e sobre violência contra mulheres, e homens que estavam doentes e sequer tiveram o direito de ficar presos em casa, em prisão domiciliar, uma vez que vários colegas dos Partidos dos Trabalhadores têm esse direito.
A gente pediu anistia para essas pessoas que não fizeram nada, anistia para pais de famílias. Eu conheci diversas mães que estão com seis filhos para criar; conheci mãe cujo marido está preso por não ter feito nada, preso sem argumento nenhum. Enquanto isso, enquanto essas pessoas e esses pais de família estão presos, a gente está vendo, na orla da Lagoa da Pampulha, e não é só na Lagoa da Pampulha não, porque a gente está vendo, na Belo Horizonte inteira, no Estado inteiro e no Brasil inteiro, diversos assaltos. É roubo de correntinha, é roubo de celular, é dar soco em um e depois deixa a outra desmaiada. Isso está acontecendo na orla da Lagoa da Pampulha.
Quando eu postei, revoltada com as atitudes desses bandidos, desses marginais na orla da Lagoa da Pampulha, meu Instagram se encheu de pessoas dizendo: “Não é só na Pampulha; é em todos os lugares”. Por quê? Porque a gente tem um governo que passa a mão na cabeça de bandido, porque a gente tem um governo que passa a mão na cabeça de criminoso, porque a gente tem um governo que não prende e que não deixa preso o criminoso, mas, sim, mães de família. Pior do que ver pessoas sendo assaltadas na hora de correr, deputado Eduardo, é ver que elas estão ali, as mães com suas filhas, correndo na lagoa e tendo a sua correntinha e o seu celular, que lutaram para conseguir, roubados e furtados. Pior do que vê-las sendo roubadas é ver o bandido ser preso pela Polícia Militar e ser solto no outro dia, porque a Justiça disse que ele não tem que estar preso. Aquele que foi pego em flagrante, roubando um celular e batendo em uma mulher está solto.
Mas, não, este governo defende as mulheres! Essa mulher estava desmaiada e ficou desmaiada na orla da Lagoa da Pampulha, mas está tudo bem para o bandido que roubou o celular, foi preso, mas solto no outro dia. Está tudo bem: direitos humanos! Vamos deixar esse bandido preso. Agora aquelas pessoas que foram se manifestar, de forma pacífica, têm que ficar presas.
Podem debochar, deputados que estão na minha frente! Eu tenho todo o respeito quando vocês falam. Continuando, nós precisamos de uma segurança mais firme; nós precisamos… Eu estou falando, deputado Leleco. A fala é minha, a fala é minha, a fala é minha.
A presidenta – Deputados… Leleco e demais deputados, a palavra está com a deputada Chiara.
A deputada Chiara Biondini – Presidente, pare o meu tempo, por favor. Não vou falar enquanto ele estiver falando.
A presidenta – O tempo será preservado.
A deputada Chiara Biondini – Acabou? A palavra é minha. Você vai parar de falar ou vou poder continuar? Se você não parar de falar, não vou falar.
Então nós precisamos de uma legislação mais segura, uma legislação que prende o bandido, uma legislação que defende o povo, que defende de fato as mulheres, que defende de fato as mães de família, que defende de fato homens e pessoas de bem. Bandido tem que estar preso. Quem rouba celular, e, como diz Luiz Inácio Lula da Silva – “É só um celularzinho” –, tem que ir para a cadeia. A pessoa trabalhou para conquistar, a pessoa sai de manhã querendo voltar para casa e tem que lidar com uma situação extremamente desagradável. Isso é inaceitável. Nós vamos lutar, o quanto for, para ter mais policiamento, porque a gente sabe que precisa de mais guarda municipal e mais Polícia Militar em Belo Horizonte inteira e no Estado inteiro.
Mais que isso, esse sentimento de impunidade desses criminosos, por parte do governo, tem que acabar. Por isso estou aqui para dizer que, enquanto eu estiver na Assembleia de Minas como deputada estadual, eu estarei aqui defendendo a voz dos mineiros, dos belo-horizontinos e daquelas pessoas que moram na Pampulha. A orla da Lagoa da Pampulha é um lugar de lazer, é um lugar de atividade física e não um lugar de medo e um lugar para ficar amedrontado. Então nós precisamos de uma legislação firme, dura.
Eu fiz um ofício, deputado Eduardo, para a Polícia Civil de Minas Gerais, pedindo que o bandido que foi preso em flagrante, porque roubou uma correntinha e um celular, fique preso e não saia e roube novamente, porque senão ninguém mais pode sair de casa. Em segundo plano, eu quero dizer para a população da Pampulha que eu estive lá com a minha equipe, colhendo as demandas da Pampulha e região. Além da demanda da segurança pública, que eu sei que é uma demanda muito grande, a gente ouviu que precisava de demanda de banheiro, de sanitários, porque, na orla da Lagoa da Pampulha, não havia banheiros, e de demandas de bebedouros, poda de árvores e iluminação.
Quero dizer que eu, deputada Chiara Biondini, e o vereador Cláudio acabamos de indicar R$450.000,00 para a aquisição de dois banheiros autolimpantes na orla da Lagoa da Pampulha, também oito bebedouros para a orla da Lagoa da Pampulha. Já conversamos com a prefeitura e, na semana que vem, irá começar um trabalho de poda de árvores, também de iluminação e de câmeras de segurança. Quero dizer que a deputada que vos fala é a deputada da Pampulha e, enquanto eu estiver no meu mandato, farei de tudo para a gente ter uma Pampulha segura, um Pampulha com qualidade para se viver.
O deputado Eduardo Azevedo (em aparte) – Deputada Chiara, obrigado pelo aparte. Pegando um gancho na sua fala, primeiro já começo aqui falando que quem tem problema com polícia e quem não gosta de polícia, para mim, é bandido. Quem não gosta de polícia, para mim, tem problema com polícia, é bandido ou passa pano para bandidagem e ponto final. Fato é que a esquerda está desesperada. O desespero bateu, e eu desafio. Semana passada – a gente nem é digno de falar o nome dele –, o atual presidente esteve aqui, em Minas Gerais. Que fracasso! Que fracasso! Vocês estão desesperados! Nos eventos a que o Bolsonaro vai, por onde o Bolsonaro está, ele arrasta multidões. Detalhe: não são pessoas que vão lá porque estão sendo pagas. Não! Elas vão ali para defenderem a liberdade, vão ali de livre e espontânea vontade. Não são pessoas forçadas como o teatrinho que teve dentro de uma indústria, onde as pessoas estavam batendo palmas para o Lula, mas você vê que é um fato forçado, um teatro.
Vocês estão fazendo de tudo para poder tentar acabar com a imagem do Bolsonaro, mas quanto mais vocês tentam fazer, mais forte ele fica. Tentaram colocá-lo inelegível, mas ele continua forte e demonstrando a sua força. Em São Paulo, na Paulista, foi sucesso. Nós estávamos lá, deputada, e você se lembra muito bem: uma multidão verde e amarela e você não conseguia mais ver a quantidade de pessoas. Copacabana foi um sucesso; aqui, em BH, foi um sucesso lá na Praça da Liberdade. No entanto, por onde o Lula passa é um fracasso. Vocês tentam de todas as formas tentar fazer com que essa imagem, com que esse patriotismo, com que esse senso de liberdade das pessoas venham a ser esquecido, mas não vai ser esquecido, gente! Chegam aqui falando que nós estamos falando mentira, que nós estamos propagando fake news. Ora, vocês não vão nos calar, não vão conseguir! Agora, chegar aqui e falar que tem que ver o que um deputado está falando ou deixando de falar… Nós somos livre através da voz, nós temos aqui o direito de poder falar sobre aquilo que as pessoas pedem para a gente representar. Então, gente, o desespero bateu.
Eu desafio vocês: um evento comparativo entre Lula e Bolsonaro, onde as pessoas vão por livre e espontânea vontade e com o senso de patriotismo. Já com o Lula, não. Com o Lula é um fracasso, é “flopado”. Ninguém quer mais saber de Lula, a economia está descontrolada. Lula prometeu e não entregou absolutamente nada. O povo já está de saco cheio dessas falácias, desse partido das trevas, desse partido de instituição que não oferece nada, que só oferece para sua companheirada.
Portanto, parabéns pelas suas palavras, parabéns para aqueles que vieram aqui, parabéns para aqueles que foram à Copacabana defender a anistia. Porque nós temos que defender, sim. Porque ali existem pais de família, mães de família, pessoas que estão presas de forma injusta, sabem por quê? Porque estão tentando nos calar. Prendendo aquelas pessoas, estão tentando nos amedrontar, estão tentando dizer assim: “Aqui quem manda somos nós”. Mas, não! o Supremo é o povo, e o povo é o Brasil. E nós não vamos nos calar para vocês e ponto final. Parabéns, deputada.
A deputada Chiara Biondini – Antes de passar um aparte ao deputado Bruno, complementando a fala do deputado Eduardo Azevedo, quero dizer que eles querem censurar, não é, deputado? Censuram as mídias e agora querem censurar a Assembleia. Daqui a pouco a gente vem aqui como o deputado Bruno Engler, que veio uma vez com a boca tampada, porque é a única coisa que a gente pode fazer. A verdade é só da esquerda, a verdade é só do PT e vão censurar o resto porque eles sabem que a nossa voz, que as nossas mídias alcançam multidões, a gente arrasta multidões. E a única forma da nossa voz não se propagar é nos censurando, mas isso não vai acontecer.
Esqueci de falar que uma das formas também de banirmos, de inibirmos que esses assaltos, que esses bandidos continuem aí crescendo e se propagando é valorizando as forças de segurança pública. Nós precisamos valorizar, dar voz, dar condições dignas. Eu sou uma grande apoiadora das forças de segurança pública porque é ao lado deles que a gente vai acabar e que a gente vai colocar bandido na cadeia, que é o lugar deles.
O deputado Bruno Engler (em aparte) – Obrigado, deputada Chiara.
Quero iniciar esse aparte aqui parabenizando V. Exa. pelo pronunciamento, pela coragem, pela firmeza em defesa daquilo que você acredita e não se deixando intimidar. É muito importante a situação que V. Exa. coloca da violência que tem aumentado no entorno da Lagoa da Pampulha. E, como V. Exa. pontuou muito bem, é imprescindível a gente ressaltar a hipocrisia desse povo. A hipocrisia desse povo que brada “sem anistia”, mas que era a favor da anistia de 1979. Anistia para quem sequestra embaixador, anistia para quem explode quartel, anistia para quem põe bomba em aeroporto. Esses merecem anistia. Aí vêm aqui dizer: “Ah, pedir anistia é confissão de culpa”. Há gente que está há mais de dois anos presa, como a Débora, mãe de dois filhos, porque riscou uma estátua com batom – batom que você lava com água e detergente. Essa mãe está há dois anos sem ver os seus filhos. Essa não merece anistia, não. Quem merecia eram os terroristas lá da década de 1960, da década de 1970. A gente tem o exemplo claro do MST, que, em 2016, invadiu o Ministério da Agricultura e tacou fogo. Ninguém foi preso, nada aconteceu. Então é uma hipocrisia, sim, uma hipocrisia canalha; uma hipocrisia daqueles que se dizem defensores dos direitos humanos, mas só quando é para defender vagabundo. Quando a gente olha o processo do 8 de janeiro, em que o juiz é promotor, julgador e vítima no mesmo processo, aí não tem problema. Quando o Supremo Tribunal Federal ignora o princípio da individualização da pena e julga de “baciada”, aí não tem problema. Agora, aqueles que infernizam a vida do cidadão de bem, os ladrões de celular, esses são pobres coitados. “É só para tomar uma cervejinha. São vítimas da sociedade”. Aí eles passam a mão na cabeça.
Então a gente não tem que ter cuidado nenhum ao expor essa hipocrisia, essa hipocrisia canalha que a esquerda tem no Brasil inteiro, e que, infelizmente, nesta Casa não é diferente. Muito obrigado.
A deputada Chiara Biondini – Obrigada, deputado Bruno. Mais duas mentiras, deputado, do presidente Lula. Ele foi querer defender as pessoas com diabetes, e, infelizmente, tirou o direito das pessoas com diabetes tipo 1 serem consideradas como deficientes. Elas mereciam esse direito, e eles deveriam… O Lula vetou de forma muito cruel, de forma muito injusta. Ele também se dizia a favor das pessoas autistas, das crianças autistas, mas disse que elas têm um parafuso a menos. Quem é mentiroso nessa história é sempre o presidente que está ocupando a cadeira. Obrigada, presidente.